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<title>Blog-notas</title>
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<modified>2009-02-12T17:38:02Z</modified>
<tagline>Um blog que se destina aos políticos, aos cidadãos normais, aos sócios do Benfica, aos apreciadores de jaquinzinhos fritos, aos funcionários públicos, aos idosos, aos adeptos do Sporting, aos que pagam impostos e aos que nem sabem o que isso é, aos amigos do Pinto da Costa, aos ouvintes da Rádio Renascença, aos artistas, às louras, aos descontentes com a administração do condomínio, aos informáticos, ao sr. Belarmino da tabacaria, aos suburbanos, aos citadinos, à D. Micas e aos sobrinhos, aos utilizadores da Optimus, às pessoas que têm Cartão Jumbo, aos internautas que acham que Linux é a Liga Internacionalista para a União dos Xiitas, aos que gastam o tempo de trabalho a ler estas coisas, aos sindicalistas, aos médicos... </tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2009, blog-notas</copyright>
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<title>Está bem... façamos de conta</title>
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<issued>2009-02-12T17:34:50Z</issued>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p><em>Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.</p>

<p>Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.</em></p>

<p>Mário Crespo, <a href="http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo">Jornal de Notícias</a><br />
</p>]]>

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<title>A ESCANDALEIRA!</title>
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<issued>2009-02-05T01:04:28Z</issued>
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<summary type="text/plain">Portugal vive na escandaleira. Descredibilizado o Primeiro-Ministro, desgastado o Governo, arruinada a economia, esvaziado o erário, confundidas as Forças Armadas, desprestigiadas as magistraturas, desacreditados os tribunais, desautorizadas as Polícias, abandalhado o território, suspeitos, arguidos ou condenados os autarcas, destruída a...</summary>
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<![CDATA[<p>Portugal vive na escandaleira.</p>

<p>Descredibilizado o Primeiro-Ministro, desgastado o Governo, arruinada a economia, esvaziado o erário, confundidas as Forças Armadas, desprestigiadas as magistraturas, desacreditados os tribunais, desautorizadas as Polícias, abandalhado o território, suspeitos, arguidos ou condenados os autarcas, destruída a agricultura e inviabilizadas as pescas, esbulhados os trabalhadores, sangradas as empresas, desamparados os idosos, maltratados os doentes, desprezados os pobres, desprotegidos os reformados, alvoroçados os professores, amotinados os alunos, impotentes os pais, desinteressadas as instituições e ignorada a cultura - o País dissolve-se, preguiçosa e languidamente, como um torrão de açúcar numa xícara de chá morno.</p>

<p>Quase sem euros na carteira, o País assusta-se perante as incertezas do futuro, e geme sob o peso das sucessivas notícias sobre arranjinhos, compadrios, fraudes e negociatas que enchem as páginas dos jornais, abrem os noticiários televisivos e se repetem nas ondas da rádio.</p>

<p>Perdidos que estão os valores e os princípios, a geralmente execrada classe política – a que a opinião pública reprova as atitudes mas inveja as mordomias – já não tem pudor nas palavras nem decoro nos actos, enquanto vai permitindo que a desfaçatez garganeira dos que sangram o Estado para seu proveito apenas seja ultrapassada pela insaciável avidez dos que, na fila de espera, aguardam pela sua vez.</p>

<p>Não fora isso, e uma decisão cuja “<em><a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MF/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20081104_MEF_Com_Nacionalizacao_BPN.htm">preocupação central é a de proteger e defender os interesses dos depositantes, bem como, a de acautelar os interesses patrimoniais do Estado, ou seja, dos contribuintes</a></em>” não seria tomada com base nos pressupostos de “uma “<em><a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1348467&idCanal=57">situação “excepcional”, “delicada” e “anómala” vivida por aquela instituição bancária, cujas perdas acumuladas rondam os 700 milhões de euros</a></em>”.</p>

<p>Sobretudo quando, pouco mais de 3 meses depois, se verifica que “<em>o buraco agora detectado no grupo financeiro ascende a 1,8 mil milhões de euros</em>”, levando o Banco de Portugal e o Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria a ”<em>questionar a BDO - empresa responsável pela auditoria externa às contas do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2003 o o final de 2008 -, assim como o fiscal único da instituição, sobre o facto de não terem obrigado o BPN a contabilizar algumas das imparidades agora descobertas pela auditoria extraordinária da Deloitte</em>”  (Jornal de Negócios, <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=352848">05Fev2009</a>)</p>

<p>E, se dúvidas houver sobre a bondade da solução de Teixeira dos Santos, Vitor Constâncio e respectivas equipas, basta relembrar que as medidas adoptadas tiveram, sempre, a “<a href="http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MF/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20081104_MEF_Com_Nacionalizacao_BPN.htm"><em>preocupação central de proteger e defender os interesses dos depositantes, bem como, a de acautelar os interesses patrimoniais do Estado, ou seja, dos contribuintes</em></a>".</p>

<p>Os escassos recursos públicos podem assim, ser malbaratados sem escrupúlos nem critérios, ainda que à custa de tribunais em ruínas, de povoações sem esquadras, de trabalhadores sem emprego, de empresas sem crédito, de doentes sem hospitais, de alunos sem escolas, de portugueses sem dinheiro e de gerações sem futuro.</p>

<p>Até porque, segundo o ex-Ministro da Saúde, Correia de Campos, “<a href="http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=AD4333F5-6AA9-4940-848A-111AB09946D1&channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021"><em>cinco por cento de fraudes no SNS é 'perfeitamente natural</em></a>”.</p>]]>

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<title>Uma situação de calamidade</title>
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<modified>2009-02-04T01:53:44Z</modified>
<issued>2009-02-04T01:16:18Z</issued>
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<summary type="text/plain">Com o brilhantismo característico das mentes preclaras e iluminadas que José Sócrates escolheu para o acompanhar na governação, o Ministro da Cultura terá afirmado que “o Estado não deve intervir para salvar empresas que estão a ser mal geridas”. Donde...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p>Com o brilhantismo característico das mentes preclaras e iluminadas que José Sócrates escolheu para o acompanhar na governação, o Ministro da Cultura terá afirmado que “<a href="http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=125156">o Estado não deve intervir para salvar empresas que estão a ser mal geridas</a>”.</p>

<p>Donde se pode concluir que:<br />
a) o Estado não interveio no Banco Português de Negócios;<br />
b) o Banco Português de Negócios não é uma empresa;<br />
c) o Banco Português de Negócios não estava a ser mal gerido;<br />
d) se o Estado interveio no Banco Português de Negócios não foi para o salvar.</p>

<p>Conhecendo-se agora o rigor das afirmações do senhor Ministro da Cultura, já não há que recear qualquer problema quanto à alarmista balela da eventual desclassificação de património pela UNESCO – dado que, de acordo com o Dr. José António Pinto Ribeiro, “<a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358724&idCanal=14">não vemos que haja uma situação de calamidad</a>e”.</p>

<p>Porque, como é óbvio, calamidade seria qualquer coisa como um montante de 1800 milhões de euros de “<a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358686">imparidades e perdas detectadas pela actual administração do Banco Português de Negócios</a>”.</p>

<p>Que, como já se viu, não é uma empresa...!!!</p>

<p>Nem estava a ser mal gerida...!!!</p>

<p>Nem foi alvo de intervenção estatal...!!!!</p>

<p>E Oliveira e Costa? </p>

<p>Será ele o próximo Ministro da Cultura?</p>]]>

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<title>A sina de Sócrates</title>
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<modified>2009-02-03T00:07:49Z</modified>
<issued>2009-02-02T23:59:17Z</issued>
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<summary type="text/plain">Não sendo um partidário de José Sócrates – não tanto pelo comportamento político mas, fundamentalmente, pela arrogância pacóvia – não posso, no entanto, deixar de manifestar o imenso asco que me provoca o denominado “caso Freeport”. Não por envolver o...</summary>
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<![CDATA[<p>Não sendo um partidário de José Sócrates – não tanto pelo comportamento político mas, fundamentalmente, pela arrogância pacóvia – não posso, no entanto, deixar de manifestar o imenso asco que me provoca o denominado “caso Freeport”.</p>

<p>Não por envolver o nome do Primeiro-Ministro mas, tão somente, pela atitude hipócrita e ignominiosa de toda uma clase política que, confrontada com uma crise económica e social de prodigiosas proporções, encontra na pessoa de José Sócrates a tábua de salvação contra a sua própria e mais que confirmada inépcia na procura de soluções para os problemas nacionais.</p>

<p>Mais interessados em explorar o escândalo do que em ajudar o País a encontrar formas de acudir ao descalabro social que se anuncia, as elites políticas não comentam publicamente as suspeitas que recaem sobre o ex-Ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território – mas deliciam-se, em privado, com a última das conhecidas agruras do actual Chefe do Governo.</p>

<p>Privado que foi do prazer malévolo de chafurdar na intimidade dos outros através dos <em>reality shows</em> da TVI, o País acompanha agora o enredo da compra dos apartamentos no exclusivo  Heron Castillo com a mesma sofreguidão <em>voyeur</em> com que devorou os pormenores íntimos das escaldantes aventuras de um arquitecto na também exclusiva Torre das Amoreiras – empurrado para este vórtice de lascívia moral por uma imensa mole de (i)rresponsáveis políticos que encontram, na desgraça alheia, o pretexto ideal para afastar as atenções dos verdadeiros problemas do País.</p>

<p>É obsceno o silêncio a que os pares de José Sócrates se têm remetido (independentemente das respectivas tonalidades políticas), já que a situação actual justificava um clamoroso <em>mea culpa</em> da corte de S. Bento – primeira e fundamental responsável por uma situação de laxismo moral e ausência de valores que, sendo certo que não pode inibir a venalidade da condição humana pode, pelo menos, contrariá-la.</p>

<p>Não fosse Portugal um País onde a Justiça, além de cega, é igualmente surda, muda e tetraplégica, e ser-me-ia absolutamente indiferente o destino de José Sócrates - ciente de que, apurados os factos de que é suspeito, se seguiria a célere e honrosa reabilitação ou o não menos célere opróbrio da condenação.</p>

<p>Infelizmente, a justiça portuguesa além de pouco saudável é lerda.</p>

<p>E, infelizmente também, Sócrates não será o único a ter razões de queixa!!!</p>]]>

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<title>Citações Socráticas</title>
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<modified>2009-01-31T00:25:13Z</modified>
<issued>2009-01-31T00:25:06Z</issued>
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<summary type="text/plain">“O País reclama uma mudança, mas uma mudança que seja, também, uma mudança nas atitudes e nos valores da política. A acção política precisa desde logo que, no exercício das funções públicas, se recupere o sentido de Estado. Repito, se...</summary>
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<![CDATA[<p>“<em>O País reclama uma mudança, mas uma mudança que seja, também, uma mudança nas atitudes e nos valores da política.<br />
A acção política precisa desde logo que, no exercício das funções públicas, se recupere o sentido de Estado. Repito, se recupere o sentido de Estado!</em>”<br />
6-12-2004, <a href="http://debates.parlamento.pt/catalog.aspx?cid=r3.dar">Diários da Assembleia da República</a></p>

<p>“<em>O País não esquece as circunstâncias que motivaram a recente crise política e estou, por isso, consciente - perfeitamente consciente - de que os portugueses esperam que este Governo seja um Governo dotado de profundo sentido de Estado.</em>”<br />
21-03-2005, <a href="http://debates.parlamento.pt/catalog.aspx?cid=r3.dar">Diários da Assembleia da República</a></p>

<p>“<em>Temos um Primeiro-Ministro em desespero (...) que deixa o País incrédulo e estupefacto quando decide comparar o seu Governo a um bebé prematuro e o seu partido a uma família violenta empenhada em agredi-lo</em>”<br />
6-12-2004, <a href="http://debates.parlamento.pt/catalog.aspx?cid=r3.dar">Diários da Assembleia da República</a></p>

<p>“<em>Já não é a primeira vez que passo por esta provação; a provação de ter de enfrentar uma campanha negra</em>”<br />
29-01-2009, <a href="http://www.ps.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1115&Itemid=26">Declaração</a></p>

<p>“<em>Não, não, Sr. Primeiro-Ministro! O senhor não é a vítima; as verdadeiras vítimas estão lá fora. Vítimas foram os cerca de 150 000 novos desempregados. <br />
Vítimas foram as famílias que empobreceram.<br />
Vítimas foram os funcionários públicos com os salários congelados.<br />
Vítimas foram os alunos sem aulas e os professores sem colocação. <br />
Vítimas foram os jovens que têm hoje menos oportunidades e vítimas foram as regiões esquecidas do interior.<br />
Essas, sim, Sr. Primeiro-Ministro, foram as vítimas - e foram vítimas do seu Governo e da vossa governação!</em>”<br />
6-12-2004, <a href="http://debates.parlamento.pt/catalog.aspx?cid=r3.dar">Diários da Assembleia da República</a></p>]]>

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<title>Um acto miserável</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2006-05-31T23:58:27Z</issued>
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<summary type="text/plain">Ontem, a seguir ao Telejornal, a RTP-1 ofereceu aos telespectadores uma reportagem cujo conteúdo - como se impunha dada a natureza do assunto abordado – era didáctico e pedagógico. Versava, naturalmente, a violência nas escolas – e, embora o tema...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p>Ontem, a seguir ao Telejornal, a RTP-1 ofereceu aos telespectadores uma reportagem cujo conteúdo - como se impunha dada a natureza do assunto abordado – era didáctico e pedagógico.</p>

<p>Versava, naturalmente, a violência nas escolas – e, embora o tema não me surpreendesse em absoluto (professores de quem sou amigo já por diversas vezes me relataram situaçãoes similares) nem por isso deixou de me envergonhar.</p>

<p>Não pela crueza da realidade – mas pela triste constatação (mais uma!) de que o dinheiro que o Estado esbulha aos contribuintes, é desperdiçado de forma tão asquerosa quão indigna.</p>

<p>Com a criminosa complacência do Governo, a majestática indiferença do Poder Local, a preocupação unicamente corporativa dos Sindicatos, a absoluta  permissividade das Associações de Pais e o alheamento de um País à deriva e sem valores, o Estado derrete milhões na manutenção de estruturas que, ao invés da educação e da cidadania, fomentam a marginalidade, instigam a indisciplina, estimulam o banditismo e induzem a impunidade.</p>

<p>Permitir que bandos de adolescentes, de forma gratuita e sistemática, agridam professores, injuriem empregados, vandalizem instalações e destruam material, sem que uma acção disciplinar, efectiva e dissuasora de comportamentos semelhantes, seja adoptada, de forma pública e imediata não é apenas laxismo – mas a mais inacreditável e abjecta das demissões.</p>

<p>Ao alimentar, com o dinheiro dos contribuintes,  os verdadeiros campos de treino de terroristas em que algumas escolas estarão transformadas, o Governo não é solidário – é desprezível.</p>

<p>Não apenas por estar a delapidar com marginais aquilo que tanta falta faz aos restantes – mas, sobretudo, porque ao pactuar com este tipo de situações está, também e irremediavelmente, a comprometer o futuro de Portugal e dos Portugueses.</p>

<p>Em nome de uma pseudo solidariedade social, o Estado gasta com aqueles que não merecem os recursos que escasseiam para apoiar aqueles que de tudo precisam.</p>

<p>Pagar impostos para, em vez de ajudar os que menos têm, sustentar os vícios e a delinquência das gerações vindouras, não é, decididamente, um acto de solidariedade nacional – mas a mais miserável das acções.</p>

<p>Da qual, infelizmente, também (ainda!) sou cúmplice!<br />
</p>]]>

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<title>Obrigado, Dr. Soares...</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2006-03-09T21:31:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">“Nunca fui, como sabe, de fazer intrigas políticas ou de reagir por forma ressentida, que é – em política – a pior das reacções.” “O que sempre penso quando o eleitorado segue num determinado sentido. Considero que tem razão. O...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p>“<em>Nunca fui, como sabe, de fazer intrigas políticas ou de reagir por forma ressentida, que é – em política – a pior das reacções</em>.”</p>

<p>“<em>O que sempre penso quando o eleitorado segue num determinado sentido. Considero que tem razão. O Povo é soberano. Como democrata, não podia deixar de me inclinar perante essa escolha</em>”</p>

<p>As afirmações transcritas forma retiradas do livro de Maria João Avilez, “<em>Soares – O Presidente</em>” (pp. 31 e 242) e, curiosamente, referem-se às maiorias absolutas de Aníbal Cavaco Silva – o mesmo homem que hoje, de manhã, tomou posse como Presidente da República.</p>

<p>Um Presidente da República de quem se pode não gostar – mas que, enquanto eleito legítima, democrática e soberanamente pelo Povo merece, também dos adversários, a humildade de se “inclinarem perante essa escolha” até porque, “em política, o ressentimento é a pior das reacções”.</p>

<p>E que merecia, pelo menos, a cortesia do cumprimento de um antecessor e a delicadeza da felicitação de um adversário.</p>

<p>Já se sabia que o Dr. Soares, para além de republicano e laico, também era socialista.</p>

<p>Mas, até por respeito à idade que tem e às funções que exerceu, não tinha necessidade de evidenciar, <em>urbi et orbi</em>, que era tão mal educado!</p>

<p>A fazer lembrar Manuel Maria Carrilho!</p>

<p>Que, pelo menos, tem a desculpa de ser muito mais novo... e nunca ter passado de Ministro!</p>

<p><em>P.S.</em> - O título do post não tem a ver com a atitude (sempre) pedagógica e democraticamente elucidativa do Dr. Soares - mas, tão só, com o ter servido de pretexto para o meu regresso à blogosfera!<br />
Os leitores que me desculpem...<br />
</p>]]>

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<title>A importância de se ser Governador Civil</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2005-08-13T21:41:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">Seguidores fiéis e servis do(s) partido(s) que sustenta(m) o Governo, não se pode, obviamente, esperar dos Governadores Civis nem altas qualidades de isenção nem eméritas capacidades críticas relativamente às decisões de quem lhes assina as nomeações. Aliás, não fosse o...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p>Seguidores fiéis e servis do(s) partido(s) que sustenta(m) o Governo, não se pode, obviamente, esperar dos Governadores Civis nem altas qualidades de isenção nem eméritas capacidades críticas relativamente às decisões de quem lhes assina as nomeações.</p>

<p>Aliás, não fosse o Estado encarado apenas como um meio de satisfazer o voraz e insaciável clientelismo partidário, e também esta figura, institucionalmente inútil e objectivamente cara, há muito poderia ter sido saneada do ordenamento político nacional.</p>

<p>(É, aliás, esta missão fundamental do Estado – “garantir a recompensa das fidelidades partidárias” – que justifica, igualmente, a manutenção de um império empresarial e tentacular, destinado a saciar os apaniguados, com a distribuição de cargos, mordomias e sinecuras, generosamente suportados pelos contribuintes)</p>

<p>Naturalmente que, nestas condições, não é legítimo exigir dos premiados mais do que dedicação ao partido que os catapulta para essas funções; isenção, competência, rigor, ponderação, iniciativa, empenho e motivação são termos exigíveis ao <em>job description</em>   de um qualquer funcionário de carreira mas totalmente inconcebíveis se aplicados às hordas de militantes que enxameiam o País, dos assessores ministeriais, aos gestores públicos e, como não podia deixar de ser,  aos Governadores Civis.</p>

<p>Neste último caso, aliás, e dada a absoluta inutilidade da função (a emissão de passaportes legais bem que podia ser feita pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros – que já tutela, igualmente, os organismos diplomáticos responsáveis pela circulação de tantos exemplares roubados por esse mundo fora!!!), melhor seria premiar a dedicação partidária com o vencimento, o motorista e o carro – poupando-se assim aos bolsos do contribuinte uns larguíssimos milhares de euros, e à sensibilidade dos cidadãos a ofensa grosseira do tipo de declarações lamentáveis como as proferidas pelo Governador Civil de Leiria, na passada 5ª feira, após a reunião no Ministério da Administração Interna.</p>

<p>Afirmar que “<em>o mais importante não é a área ardida, mas aquela que não ardeu</em>” (vi a entrevista num dos telejornais mas não consegui, posteriormente, obter o link nem a transcrição exacta) não denota só falta de sensibilidade pelo sofrimento de muitos e pela perda da vida de alguns mas, também, uma imensa falta de respeito pelos cidadãos que lhe pagam o vencimento mas não têm que lhe aturar as excreções verbais.</p>

<p>Nada tenho de pessoal contra o senhor Governador Civil de Leiria (responsável pela enormidade atrás referida) – nem, aliás, contra nenhum dos restantes 17 cidadãos que exercem funções similares.</p>

<p>Serão certamente pessoas respeitáveis, mas cuja simpatia partidária não sendo, certamente, o único dos seus defeitos parece ser, infelizmente, a maior das suas qualificações.</p>

<p>Mas, não posso deixar de exigir do poder político que, perante a monstruosidade das afirmações, determine ao Ministro respectivo que, a bem da saúde pública, não permita estas formas de agressão verbal e tortura mental sobre os cidadãos.</p>

<p>E, já agora, à Alta Autoridade para a Comunicação Social, que obrigue a RTP a não passar reportagens obscenas no horário nobre sem, pelo menos, ter a decência de informar, previamente, que “as cenas que se seguem podem ferir a susceptibilidade das pessoas mais honestas e solidárias com o sofrimento de terceiros”.</p>

<p>Quando era Ministro, José Sócrates, a bem da preservação do Ambiente, trouxe ao País o "Dia Europeu sem carros"; porque não, agora que é Primeiro-Ministro, e a bem da preservação da dignidade nacional, criar o "Dia Português sem alarvidades"?</p>

<p>Ahhhhh, tem razão, senhor Primeiro-Ministro: não há orçamento que chegue para as mordaças!</p>]]>

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<title>Até quando, Portugal???</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2005-08-11T00:33:08Z</issued>
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<summary type="text/plain">“Portugal é o país com menor sucesso no combate aos incêndios florestais. Enquanto todos os países da Europa do Sul - que inclui ainda Espanha, França, Grécia e Itália - tiveram em 2004 um total de área ardida inferior à...</summary>
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<![CDATA[<p>“<em>Portugal é o país com <strong>menor sucesso </strong>no combate aos incêndios florestais. Enquanto todos os países da Europa do Sul - que inclui ainda Espanha, França, Grécia e Itália - tiveram <strong>em 2004 </strong>um total de área ardida inferior à média dos últimos 25 anos, <strong>Portugal foi o único Estado membro onde o fogo consumiu mais floresta do que a média anual desde 1980</strong></em>.”<br />
<a href="http://dn.sapo.pt/2005/08/10/sociedade/quase_metade_incendios_europa_sul_20.html"><em>Diário de Notícias</em></a>, 10 de Agosto de 2004</p>

<p>A notícia não refere – e não consegui apurar se o documento da EU aborda essa questão – quais os custos per capita que os diferentes países suportaram com as medidas adoptadas para a diminuição da sinistralidade florestal; mas, a avaliar pelas características de esbanjamento nacional, quase que podia adivinhar que, também nesta matéria, Portugal se destaque dos demais.</p>

<p>Porque, desgraçadamente, a situação calamitosa dos incêndios deste Verão decorre mais da incapacidade manifesta de um Estado obsoleto e desleixado, do que das condições climatéricas particularmente gravosas com que a Divina Providência nos tem castigado.</p>

<p>Em 9 de Agosto de 2003 publiquei, neste mesmo local, um texto que intitulei “<a href="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/015398.html">Um Estado obsceno</a>”.</p>

<p>Dois anos (quase exactos) depois, verifico, com tristeza, que o Estado – nas suas múltiplas vertentes, das Autarquias ao Parlamento, da Administração Local ao Governo, das Repartições aos Organismos Públicos – não só é desleixado como criminoso, numa manifestação tão óbvia quanto chocante da sua notória incapacidade de cumprir o articulado constitucional e, como tal, “<em><a href="http://www.parlamento.pt/const_leg/crp_port/index.html">proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território</a></em> (artº 9º, alínea e da Constituição)”.</p>

<p>Espartilhado por um sistema político que privilegia a óptica partidária em detrimento dos interesses nacionais, o País mergulha de crise em crise, arrastado num redemoinho de incompetência, ganância, nepotismo e corrupção que, não nos distinguindo na Europa a que teimosamente julgamos pertencer, nos nivela por uma África que, desdenhosa e sobranceiramente, preferimos encarar como sendo terceiro-mundista.</p>

<p>Mas da qual, infelizmente e pelos pior motivos, não estamos tão longe como alguns julgam.</p>

<p>Afinal, lamentamo-nos muito... resignamo-nos mais... e perdoamos tudo!</p>

<p>Tal como na Guiné- Bissau onde Nino Vieira é, de novo, o Presidente porque, “<em><a href="http://dn.sapo.pt/2005/08/02/internacional/nino_e_bacai_sanha_reivindicam_vitor.html">se não tivesse sido perdoado, não teria sido eleito. Se fui eleito, posso considerar que o povo perdoou os erros que possivelmente cometi durante o meu mandato</a></em>”.</p>

<p>Porque se há-de, então, preocupar Isaltino Morais? Ou Fátima Felgueiras? Ou Avelino Ferreira Torres? Ou mesmo José Sócrates?</p>

<p>Até quando, Portugal???<br />
</p>]]>

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<title>A geração rasca...</title>
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<modified>2005-09-25T18:40:27Z</modified>
<issued>2005-08-02T23:55:17Z</issued>
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<summary type="text/plain">... não é a que se situa entre os 15 e os 25 anos e é irreverente - mas sim outra, a que (des)governa o País, que não tem memória nem vergonha, e subscreve afirmações como esta: &quot;Outra casa essencial...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p>... não é a que se situa entre os 15 e os 25 anos e é irreverente - mas sim outra, a que (des)governa o País, que não tem memória nem vergonha, e subscreve afirmações como esta:</p>

<p>"<em>Outra casa essencial está também em perigo: a Caixa Geral de Depósitos. Já não bastava ter ficado meses paralisada pela luta de facções do PSD, desenvolvida ao abrigo de uma excêntrica bicefalia, em que o presidente supostamente não-executivo detinha pelouros de gestão fundamentais. <u>Agora, com a entrada de Celeste Cardona e Norberto Rosa, fica transformada num depósito de ex-governantes em busca de emprego rápido. A Caixa Geral de Depósitos é um banco, trabalha num mercado altamente competitivo, em que os maiores grupos financeiros procuram naturalmente os gestores mais qualificados e treinados do sector</u>. Ora, basta ver a forma como é noticiada a nova administração para notar o perigo: ninguém consegue valorizar as capacidades e a experiência de Celeste Cardona na área para que se dirige, o facto é que à tradicional partilha de influência política entre PSD e PS se junta agora o CDS!...</em>"</p>

<p><a href="http://www.ps.parlamento.pt/?menu=opinioes&id=4195&leg=IX">Augusto Santos Silva, Público - 25/9/2004</a><br />
</p>]]>

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<title>O choque tecnológico</title>
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<modified>2005-09-25T18:07:00Z</modified>
<issued>2005-05-04T23:54:48Z</issued>
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<summary type="text/plain">De minha casa, na zona de Lisboa consigo, com a maior das facilidades, e apenas com recurso a um computador, adquirir um bilhete de comboio (www.eurostar.com) Londres-Bruxelas. O mesmo não posso dizer se, no meu País, pretender adquirir um bilhete...</summary>
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<![CDATA[<p>De minha casa, na zona de Lisboa consigo, com a maior das facilidades, e apenas com recurso a um computador, adquirir um bilhete de comboio (www.eurostar.com) Londres-Bruxelas.</p>

<p>O mesmo não posso dizer se, no meu País, pretender adquirir um bilhete Lisboa-Porto porque, neste caso, a CP (www.cp.pt) apenas me permite optar entre uma máquina multibanco, a bilheteira das estações ou os quiosques de venda de bilhetes!</p>

<p>A modernização do País não passa, essencialmente, por um "choque tecnológico"... mas pelo recurso, incomensuravelmente mais barato e expedito, a uma boa vassoura!</p>

<p>Que, além de limpar, ainda permite a utilização do cabo para outros fins correctivos...<br />
</p>]]>

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<title>Exempla trahunt</title>
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<modified>2005-09-25T18:06:52Z</modified>
<issued>2005-05-03T23:34:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">DATA/HORA : 200505030835 LOCAL : Lisboa (confluência das Avenidas das Descobertas, do Restelo e D. Vasco da Gama) SITUAÇÃO ESPECÍFICA: Avenida das Descobertas, sentido Restelo-Belém/Algés CARACTERIZAÇÃO SEMAFÓRICA: a) Semáforo que controla o acesso a Algés (faixas direita e central, via...</summary>
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<![CDATA[<p>DATA/HORA : 200505030835</p>

<p>LOCAL : Lisboa (confluência das Avenidas das Descobertas, do Restelo e D. Vasco da Gama)<br />
 <br />
SITUAÇÃO ESPECÍFICA: Avenida das Descobertas, sentido Restelo-Belém/Algés</p>

<p>CARACTERIZAÇÃO SEMAFÓRICA: <br />
a) Semáforo que controla o acesso a Algés (faixas direita e central, via Avenida D. Vasco da Gama) está verde;<br />
b)Semáforo que controla o acesso a Belém (faixa da esquerda, via Avenida do Restelo) está vermelho.</p>

<p>CARACTERIZAÇÃO DO TRÁFEGO:<br />
a) Flui normalmente em direcção a Algés;<br />
b) Uma fila de pouco mais de uma dezena de carros aguarda, na faixa da esquerda, que o sinal passe a verde.</p>

<p>DESCRIÇÃO DO ACONTECIMENTO:<br />
Uma viatura de transporte de pessoal (aquilo a que muitos chamariam mini-autocarro), depois de uma tentativa frustrada de, pisando o traço contínuo, entrar no meio da fila de viaturas paradas, opta pela mais clamorosa e arrogante forma de desrespeito pelos outros e imobiliza-se na faixa central - embora tendo o cuidado de assinalar, com o pisca, a sua intenção de voltar à esquerda.</p>

<p>Atrás, buzinadelas e travagens estrepitosas sublinham a subtileza da atitude do impávido condutor.</p>

<p>Ao lado, os ainda imobilizados automobilistas assistem a mais uma transgressão de todos os dias.</p>

<p>Algures, o Presidente da República prepara-se para mais um dia de sensibilização nacional no âmbito da "<em>Presidência Temática sobre Sinistralidade Rodoviária</em>".</p>

<p>Na Praça do Império, a Guarda Nacional Republicana apronta-se para as comemorações do seu dia, numa cerimónia com pompa e circunstância.</p>

<p>A mesma pompa e circunstância que, entre muitas centenas de outros,  também trouxeram, até Belém, alguns dos militares do 3º Batalhão de Infantaria da Brigada Territorial nº 3, transportados na viatura matrícula GNR-P0142.</p>

<p>A mesma viatura que, ostensivamente, transgrediu regras e sinais, numa absurda e desnecessária manifestação de desprezo pelos demais cidadãos.</p>

<p>E que, <em>last but not least</em>, tão pouco assinalava marcha de urgência ou de socorro!</p>

<p>Que, aliás, não se justificava!</p>

<p>Afinal, pouco passava das oito da manhã... e a cerimónia só teria o seu início às 11H00!</p>

<p>Enfim...</p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
 </p>]]>

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<title>Um ramo de flores...</title>
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<modified>2005-09-25T18:06:43Z</modified>
<issued>2005-05-02T23:50:00Z</issued>
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<created>2005-05-02T23:50:00Z</created>
<summary type="text/plain"> ... para homenagear todas as mães, cujo dia se comemorou ontem - mas cuja emoção só me permitiu fotografar (e recordar) hoje!...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p><img alt="Flores.JPG" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/Flores.JPG" width="460" height="345" /></p>

<p><br />
... para homenagear todas as mães, cujo dia se comemorou ontem - mas cuja emoção só me permitiu fotografar (e recordar) hoje!</p>]]>

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<title>...</title>
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<modified>2005-09-25T17:34:40Z</modified>
<issued>2005-01-03T14:28:17Z</issued>
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<summary type="text/plain"></summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<p><img alt="Luto.jpg" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/Luto.jpg" width="720" height="540" /></p>]]>

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<title>O último post de 2004...</title>
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<modified>2005-09-25T17:34:32Z</modified>
<issued>2004-12-31T20:18:07Z</issued>
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<summary type="text/plain"> ...é para desejar a todos um óptimo...</summary>
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<email>mr.maciel@yahoo.com</email>
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<![CDATA[<center>

<p>...é para desejar a todos um óptimo</p>

<p> <img alt="2005.gif" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/2005.gif" width="115" height="115" /></p>]]>

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