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<title>Blog-notas</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<tagline>Um blog que se destina aos políticos, aos cidadãos normais, aos sócios do Benfica, aos apreciadores de jaquinzinhos fritos, aos funcionários públicos, aos idosos, aos adeptos do Sporting, aos que pagam impostos e aos que nem sabem o que isso é, aos amigos do Pinto da Costa, aos ouvintes da Rádio Renascença, aos artistas, às louras, aos descontentes com a administração do condomínio, aos informáticos, ao sr. Belarmino da tabacaria, aos suburbanos, aos citadinos, à D. Micas e aos sobrinhos, aos utilizadores da Optimus, às pessoas que têm Cartão Jumbo, aos internautas que acham que Linux é a Liga Internacionalista para a União dos Xiitas, aos que gastam o tempo de trabalho a ler estas coisas, aos sindicalistas, aos médicos... </tagline>
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<copyright>Copyright (c) 2006, blog-notas</copyright>
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<title>Um acto miserável</title>
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<![CDATA[<p>Ontem, a seguir ao Telejornal, a RTP-1 ofereceu aos telespectadores uma reportagem cujo conteúdo - como se impunha dada a natureza do assunto abordado – era didáctico e pedagógico.</p>

<p>Versava, naturalmente, a violência nas escolas – e, embora o tema não me surpreendesse em absoluto (professores de quem sou amigo já por diversas vezes me relataram situaçãoes similares) nem por isso deixou de me envergonhar.</p>

<p>Não pela crueza da realidade – mas pela triste constatação (mais uma!) de que o dinheiro que o Estado esbulha aos contribuintes, é desperdiçado de forma tão asquerosa quão indigna.</p>

<p>Com a criminosa complacência do Governo, a majestática indiferença do Poder Local, a preocupação unicamente corporativa dos Sindicatos, a absoluta  permissividade das Associações de Pais e o alheamento de um País à deriva e sem valores, o Estado derrete milhões na manutenção de estruturas que, ao invés da educação e da cidadania, fomentam a marginalidade, instigam a indisciplina, estimulam o banditismo e induzem a impunidade.</p>

<p>Permitir que bandos de adolescentes, de forma gratuita e sistemática, agridam professores, injuriem empregados, vandalizem instalações e destruam material, sem que uma acção disciplinar, efectiva e dissuasora de comportamentos semelhantes, seja adoptada, de forma pública e imediata não é apenas laxismo – mas a mais inacreditável e abjecta das demissões.</p>

<p>Ao alimentar, com o dinheiro dos contribuintes,  os verdadeiros campos de treino de terroristas em que algumas escolas estarão transformadas, o Governo não é solidário – é desprezível.</p>

<p>Não apenas por estar a delapidar com marginais aquilo que tanta falta faz aos restantes – mas, sobretudo, porque ao pactuar com este tipo de situações está, também e irremediavelmente, a comprometer o futuro de Portugal e dos Portugueses.</p>

<p>Em nome de uma pseudo solidariedade social, o Estado gasta com aqueles que não merecem os recursos que escasseiam para apoiar aqueles que de tudo precisam.</p>

<p>Pagar impostos para, em vez de ajudar os que menos têm, sustentar os vícios e a delinquência das gerações vindouras, não é, decididamente, um acto de solidariedade nacional – mas a mais miserável das acções.</p>

<p>Da qual, infelizmente, também (ainda!) sou cúmplice!<br />
</p>]]>

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<title>Obrigado, Dr. Soares...</title>
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<issued>2006-03-09T21:31:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">“Nunca fui, como sabe, de fazer intrigas políticas ou de reagir por forma ressentida, que é – em política – a pior das reacções.” “O que sempre penso quando o eleitorado segue num determinado sentido. Considero que tem razão. O...</summary>
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<![CDATA[<p>“<em>Nunca fui, como sabe, de fazer intrigas políticas ou de reagir por forma ressentida, que é – em política – a pior das reacções</em>.”</p>

<p>“<em>O que sempre penso quando o eleitorado segue num determinado sentido. Considero que tem razão. O Povo é soberano. Como democrata, não podia deixar de me inclinar perante essa escolha</em>”</p>

<p>As afirmações transcritas forma retiradas do livro de Maria João Avilez, “<em>Soares – O Presidente</em>” (pp. 31 e 242) e, curiosamente, referem-se às maiorias absolutas de Aníbal Cavaco Silva – o mesmo homem que hoje, de manhã, tomou posse como Presidente da República.</p>

<p>Um Presidente da República de quem se pode não gostar – mas que, enquanto eleito legítima, democrática e soberanamente pelo Povo merece, também dos adversários, a humildade de se “inclinarem perante essa escolha” até porque, “em política, o ressentimento é a pior das reacções”.</p>

<p>E que merecia, pelo menos, a cortesia do cumprimento de um antecessor e a delicadeza da felicitação de um adversário.</p>

<p>Já se sabia que o Dr. Soares, para além de republicano e laico, também era socialista.</p>

<p>Mas, até por respeito à idade que tem e às funções que exerceu, não tinha necessidade de evidenciar, <em>urbi et orbi</em>, que era tão mal educado!</p>

<p>A fazer lembrar Manuel Maria Carrilho!</p>

<p>Que, pelo menos, tem a desculpa de ser muito mais novo... e nunca ter passado de Ministro!</p>

<p><em>P.S.</em> - O título do post não tem a ver com a atitude (sempre) pedagógica e democraticamente elucidativa do Dr. Soares - mas, tão só, com o ter servido de pretexto para o meu regresso à blogosfera!<br />
Os leitores que me desculpem...<br />
</p>]]>

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<title>A importância de se ser Governador Civil</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2005-08-13T21:41:23Z</issued>
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<summary type="text/plain">Seguidores fiéis e servis do(s) partido(s) que sustenta(m) o Governo, não se pode, obviamente, esperar dos Governadores Civis nem altas qualidades de isenção nem eméritas capacidades críticas relativamente às decisões de quem lhes assina as nomeações. Aliás, não fosse o...</summary>
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<![CDATA[<p>Seguidores fiéis e servis do(s) partido(s) que sustenta(m) o Governo, não se pode, obviamente, esperar dos Governadores Civis nem altas qualidades de isenção nem eméritas capacidades críticas relativamente às decisões de quem lhes assina as nomeações.</p>

<p>Aliás, não fosse o Estado encarado apenas como um meio de satisfazer o voraz e insaciável clientelismo partidário, e também esta figura, institucionalmente inútil e objectivamente cara, há muito poderia ter sido saneada do ordenamento político nacional.</p>

<p>(É, aliás, esta missão fundamental do Estado – “garantir a recompensa das fidelidades partidárias” – que justifica, igualmente, a manutenção de um império empresarial e tentacular, destinado a saciar os apaniguados, com a distribuição de cargos, mordomias e sinecuras, generosamente suportados pelos contribuintes)</p>

<p>Naturalmente que, nestas condições, não é legítimo exigir dos premiados mais do que dedicação ao partido que os catapulta para essas funções; isenção, competência, rigor, ponderação, iniciativa, empenho e motivação são termos exigíveis ao <em>job description</em>   de um qualquer funcionário de carreira mas totalmente inconcebíveis se aplicados às hordas de militantes que enxameiam o País, dos assessores ministeriais, aos gestores públicos e, como não podia deixar de ser,  aos Governadores Civis.</p>

<p>Neste último caso, aliás, e dada a absoluta inutilidade da função (a emissão de passaportes legais bem que podia ser feita pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros – que já tutela, igualmente, os organismos diplomáticos responsáveis pela circulação de tantos exemplares roubados por esse mundo fora!!!), melhor seria premiar a dedicação partidária com o vencimento, o motorista e o carro – poupando-se assim aos bolsos do contribuinte uns larguíssimos milhares de euros, e à sensibilidade dos cidadãos a ofensa grosseira do tipo de declarações lamentáveis como as proferidas pelo Governador Civil de Leiria, na passada 5ª feira, após a reunião no Ministério da Administração Interna.</p>

<p>Afirmar que “<em>o mais importante não é a área ardida, mas aquela que não ardeu</em>” (vi a entrevista num dos telejornais mas não consegui, posteriormente, obter o link nem a transcrição exacta) não denota só falta de sensibilidade pelo sofrimento de muitos e pela perda da vida de alguns mas, também, uma imensa falta de respeito pelos cidadãos que lhe pagam o vencimento mas não têm que lhe aturar as excreções verbais.</p>

<p>Nada tenho de pessoal contra o senhor Governador Civil de Leiria (responsável pela enormidade atrás referida) – nem, aliás, contra nenhum dos restantes 17 cidadãos que exercem funções similares.</p>

<p>Serão certamente pessoas respeitáveis, mas cuja simpatia partidária não sendo, certamente, o único dos seus defeitos parece ser, infelizmente, a maior das suas qualificações.</p>

<p>Mas, não posso deixar de exigir do poder político que, perante a monstruosidade das afirmações, determine ao Ministro respectivo que, a bem da saúde pública, não permita estas formas de agressão verbal e tortura mental sobre os cidadãos.</p>

<p>E, já agora, à Alta Autoridade para a Comunicação Social, que obrigue a RTP a não passar reportagens obscenas no horário nobre sem, pelo menos, ter a decência de informar, previamente, que “as cenas que se seguem podem ferir a susceptibilidade das pessoas mais honestas e solidárias com o sofrimento de terceiros”.</p>

<p>Quando era Ministro, José Sócrates, a bem da preservação do Ambiente, trouxe ao País o "Dia Europeu sem carros"; porque não, agora que é Primeiro-Ministro, e a bem da preservação da dignidade nacional, criar o "Dia Português sem alarvidades"?</p>

<p>Ahhhhh, tem razão, senhor Primeiro-Ministro: não há orçamento que chegue para as mordaças!</p>]]>

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<title>Até quando, Portugal???</title>
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<modified>2006-12-14T10:06:39Z</modified>
<issued>2005-08-11T00:33:08Z</issued>
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<summary type="text/plain">“Portugal é o país com menor sucesso no combate aos incêndios florestais. Enquanto todos os países da Europa do Sul - que inclui ainda Espanha, França, Grécia e Itália - tiveram em 2004 um total de área ardida inferior à...</summary>
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<![CDATA[<p>“<em>Portugal é o país com <strong>menor sucesso </strong>no combate aos incêndios florestais. Enquanto todos os países da Europa do Sul - que inclui ainda Espanha, França, Grécia e Itália - tiveram <strong>em 2004 </strong>um total de área ardida inferior à média dos últimos 25 anos, <strong>Portugal foi o único Estado membro onde o fogo consumiu mais floresta do que a média anual desde 1980</strong></em>.”<br />
<a href="http://dn.sapo.pt/2005/08/10/sociedade/quase_metade_incendios_europa_sul_20.html"><em>Diário de Notícias</em></a>, 10 de Agosto de 2004</p>

<p>A notícia não refere – e não consegui apurar se o documento da EU aborda essa questão – quais os custos per capita que os diferentes países suportaram com as medidas adoptadas para a diminuição da sinistralidade florestal; mas, a avaliar pelas características de esbanjamento nacional, quase que podia adivinhar que, também nesta matéria, Portugal se destaque dos demais.</p>

<p>Porque, desgraçadamente, a situação calamitosa dos incêndios deste Verão decorre mais da incapacidade manifesta de um Estado obsoleto e desleixado, do que das condições climatéricas particularmente gravosas com que a Divina Providência nos tem castigado.</p>

<p>Em 9 de Agosto de 2003 publiquei, neste mesmo local, um texto que intitulei “<a href="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/015398.html">Um Estado obsceno</a>”.</p>

<p>Dois anos (quase exactos) depois, verifico, com tristeza, que o Estado – nas suas múltiplas vertentes, das Autarquias ao Parlamento, da Administração Local ao Governo, das Repartições aos Organismos Públicos – não só é desleixado como criminoso, numa manifestação tão óbvia quanto chocante da sua notória incapacidade de cumprir o articulado constitucional e, como tal, “<em><a href="http://www.parlamento.pt/const_leg/crp_port/index.html">proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território</a></em> (artº 9º, alínea e da Constituição)”.</p>

<p>Espartilhado por um sistema político que privilegia a óptica partidária em detrimento dos interesses nacionais, o País mergulha de crise em crise, arrastado num redemoinho de incompetência, ganância, nepotismo e corrupção que, não nos distinguindo na Europa a que teimosamente julgamos pertencer, nos nivela por uma África que, desdenhosa e sobranceiramente, preferimos encarar como sendo terceiro-mundista.</p>

<p>Mas da qual, infelizmente e pelos pior motivos, não estamos tão longe como alguns julgam.</p>

<p>Afinal, lamentamo-nos muito... resignamo-nos mais... e perdoamos tudo!</p>

<p>Tal como na Guiné- Bissau onde Nino Vieira é, de novo, o Presidente porque, “<em><a href="http://dn.sapo.pt/2005/08/02/internacional/nino_e_bacai_sanha_reivindicam_vitor.html">se não tivesse sido perdoado, não teria sido eleito. Se fui eleito, posso considerar que o povo perdoou os erros que possivelmente cometi durante o meu mandato</a></em>”.</p>

<p>Porque se há-de, então, preocupar Isaltino Morais? Ou Fátima Felgueiras? Ou Avelino Ferreira Torres? Ou mesmo José Sócrates?</p>

<p>Até quando, Portugal???<br />
</p>]]>

</content>
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<title>A geração rasca...</title>
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<modified>2005-09-25T18:40:27Z</modified>
<issued>2005-08-02T23:55:17Z</issued>
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<summary type="text/plain">... não é a que se situa entre os 15 e os 25 anos e é irreverente - mas sim outra, a que (des)governa o País, que não tem memória nem vergonha, e subscreve afirmações como esta: &quot;Outra casa essencial...</summary>
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<![CDATA[<p>... não é a que se situa entre os 15 e os 25 anos e é irreverente - mas sim outra, a que (des)governa o País, que não tem memória nem vergonha, e subscreve afirmações como esta:</p>

<p>"<em>Outra casa essencial está também em perigo: a Caixa Geral de Depósitos. Já não bastava ter ficado meses paralisada pela luta de facções do PSD, desenvolvida ao abrigo de uma excêntrica bicefalia, em que o presidente supostamente não-executivo detinha pelouros de gestão fundamentais. <u>Agora, com a entrada de Celeste Cardona e Norberto Rosa, fica transformada num depósito de ex-governantes em busca de emprego rápido. A Caixa Geral de Depósitos é um banco, trabalha num mercado altamente competitivo, em que os maiores grupos financeiros procuram naturalmente os gestores mais qualificados e treinados do sector</u>. Ora, basta ver a forma como é noticiada a nova administração para notar o perigo: ninguém consegue valorizar as capacidades e a experiência de Celeste Cardona na área para que se dirige, o facto é que à tradicional partilha de influência política entre PSD e PS se junta agora o CDS!...</em>"</p>

<p><a href="http://www.ps.parlamento.pt/?menu=opinioes&id=4195&leg=IX">Augusto Santos Silva, Público - 25/9/2004</a><br />
</p>]]>

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<title>O choque tecnológico</title>
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<modified>2005-09-25T18:07:00Z</modified>
<issued>2005-05-04T23:54:48Z</issued>
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<summary type="text/plain">De minha casa, na zona de Lisboa consigo, com a maior das facilidades, e apenas com recurso a um computador, adquirir um bilhete de comboio (www.eurostar.com) Londres-Bruxelas. O mesmo não posso dizer se, no meu País, pretender adquirir um bilhete...</summary>
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<![CDATA[<p>De minha casa, na zona de Lisboa consigo, com a maior das facilidades, e apenas com recurso a um computador, adquirir um bilhete de comboio (www.eurostar.com) Londres-Bruxelas.</p>

<p>O mesmo não posso dizer se, no meu País, pretender adquirir um bilhete Lisboa-Porto porque, neste caso, a CP (www.cp.pt) apenas me permite optar entre uma máquina multibanco, a bilheteira das estações ou os quiosques de venda de bilhetes!</p>

<p>A modernização do País não passa, essencialmente, por um "choque tecnológico"... mas pelo recurso, incomensuravelmente mais barato e expedito, a uma boa vassoura!</p>

<p>Que, além de limpar, ainda permite a utilização do cabo para outros fins correctivos...<br />
</p>]]>

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<title>Exempla trahunt</title>
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<modified>2005-09-25T18:06:52Z</modified>
<issued>2005-05-03T23:34:59Z</issued>
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<summary type="text/plain">DATA/HORA : 200505030835 LOCAL : Lisboa (confluência das Avenidas das Descobertas, do Restelo e D. Vasco da Gama) SITUAÇÃO ESPECÍFICA: Avenida das Descobertas, sentido Restelo-Belém/Algés CARACTERIZAÇÃO SEMAFÓRICA: a) Semáforo que controla o acesso a Algés (faixas direita e central, via...</summary>
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<![CDATA[<p>DATA/HORA : 200505030835</p>

<p>LOCAL : Lisboa (confluência das Avenidas das Descobertas, do Restelo e D. Vasco da Gama)<br />
 <br />
SITUAÇÃO ESPECÍFICA: Avenida das Descobertas, sentido Restelo-Belém/Algés</p>

<p>CARACTERIZAÇÃO SEMAFÓRICA: <br />
a) Semáforo que controla o acesso a Algés (faixas direita e central, via Avenida D. Vasco da Gama) está verde;<br />
b)Semáforo que controla o acesso a Belém (faixa da esquerda, via Avenida do Restelo) está vermelho.</p>

<p>CARACTERIZAÇÃO DO TRÁFEGO:<br />
a) Flui normalmente em direcção a Algés;<br />
b) Uma fila de pouco mais de uma dezena de carros aguarda, na faixa da esquerda, que o sinal passe a verde.</p>

<p>DESCRIÇÃO DO ACONTECIMENTO:<br />
Uma viatura de transporte de pessoal (aquilo a que muitos chamariam mini-autocarro), depois de uma tentativa frustrada de, pisando o traço contínuo, entrar no meio da fila de viaturas paradas, opta pela mais clamorosa e arrogante forma de desrespeito pelos outros e imobiliza-se na faixa central - embora tendo o cuidado de assinalar, com o pisca, a sua intenção de voltar à esquerda.</p>

<p>Atrás, buzinadelas e travagens estrepitosas sublinham a subtileza da atitude do impávido condutor.</p>

<p>Ao lado, os ainda imobilizados automobilistas assistem a mais uma transgressão de todos os dias.</p>

<p>Algures, o Presidente da República prepara-se para mais um dia de sensibilização nacional no âmbito da "<em>Presidência Temática sobre Sinistralidade Rodoviária</em>".</p>

<p>Na Praça do Império, a Guarda Nacional Republicana apronta-se para as comemorações do seu dia, numa cerimónia com pompa e circunstância.</p>

<p>A mesma pompa e circunstância que, entre muitas centenas de outros,  também trouxeram, até Belém, alguns dos militares do 3º Batalhão de Infantaria da Brigada Territorial nº 3, transportados na viatura matrícula GNR-P0142.</p>

<p>A mesma viatura que, ostensivamente, transgrediu regras e sinais, numa absurda e desnecessária manifestação de desprezo pelos demais cidadãos.</p>

<p>E que, <em>last but not least</em>, tão pouco assinalava marcha de urgência ou de socorro!</p>

<p>Que, aliás, não se justificava!</p>

<p>Afinal, pouco passava das oito da manhã... e a cerimónia só teria o seu início às 11H00!</p>

<p>Enfim...</p>

<p></p>

<p></p>

<p><br />
 </p>]]>

</content>
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<title>Um ramo de flores...</title>
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<modified>2005-09-25T18:06:43Z</modified>
<issued>2005-05-02T23:50:00Z</issued>
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<created>2005-05-02T23:50:00Z</created>
<summary type="text/plain"> ... para homenagear todas as mães, cujo dia se comemorou ontem - mas cuja emoção só me permitiu fotografar (e recordar) hoje!...</summary>
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<![CDATA[<p><img alt="Flores.JPG" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/Flores.JPG" width="460" height="345" /></p>

<p><br />
... para homenagear todas as mães, cujo dia se comemorou ontem - mas cuja emoção só me permitiu fotografar (e recordar) hoje!</p>]]>

</content>
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<title>...</title>
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<modified>2005-09-25T17:34:40Z</modified>
<issued>2005-01-03T14:28:17Z</issued>
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<![CDATA[<p><img alt="Luto.jpg" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/Luto.jpg" width="720" height="540" /></p>]]>

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<title>O último post de 2004...</title>
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<modified>2005-09-25T17:34:32Z</modified>
<issued>2004-12-31T20:18:07Z</issued>
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<created>2004-12-31T20:18:07Z</created>
<summary type="text/plain"> ...é para desejar a todos um óptimo...</summary>
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<![CDATA[<center>

<p>...é para desejar a todos um óptimo</p>

<p> <img alt="2005.gif" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/2005.gif" width="115" height="115" /></p>]]>

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<title>Quando a Natureza...</title>
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<modified>2005-09-25T17:34:16Z</modified>
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<summary type="text/plain">... reduz o Homem à sua verdadeira dimensão! (Asociated Press - Foto Achmad Ibrahim) A provar que de nada servem as guerras, os atentados e as outras formas reles da natureza humana!...</summary>
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<![CDATA[<p>... reduz o Homem à sua verdadeira dimensão!</p>

<p><img alt="Banda_Aceh.jpg" src="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/Banda_Aceh.jpg" width="256" height="385" /><br />
(<a href="http://www.ap.org/">Asociated Press</a> - Foto Achmad Ibrahim) </p>

<p>A provar que de nada servem as guerras, os atentados e as outras formas reles da natureza humana!</p>]]>

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<title>FELIZ NATAL</title>
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<summary type="text/plain"> A TODOS UM SANTO E FELIZ NATAL...</summary>
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<![CDATA[<center><img alt=FelizNatal.gif src="http://blog-notas.weblog.com.pt/FelizNatal.gif" width="150" height="162" border="0"></center>
<center><b><font face="verdana", "arial", "sans-serif" color="green">A TODOS </font></b>
<b><font face="verdana", "arial", "sans-serif" color="red">UM SANTO E FELIZ NATAL</font></b></center>]]>

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<title>Quem cala... consente!</title>
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<modified>2005-09-25T17:33:49Z</modified>
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<summary type="text/plain">Segundo o Publico online de hoje, &quot;a notificação enviada, na passada semana, à Liga e à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para pagamento das dívidas fiscais relacionadas com o acordo conhecido por &quot;totonegócio&quot; estava prevista no despacho 7/98 que o...</summary>
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<![CDATA[<p>Segundo o <a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1211309&idCanal=63">Publico online</a> de hoje, "<em>a notificação enviada, na passada semana, à Liga e à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para pagamento das dívidas fiscais relacionadas com o acordo conhecido por "totonegócio" estava prevista no despacho 7/98 que o autorizou, mas não incluiu dívidas, de montante superior a 6,5 milhões de euros, apuradas pela própria comissão de acompanhamento das dívidas dos clubes</em>."</p>

<p>A ser verdade, senhor ministro das Finanças e Administração Pública, não acha que devia ter vergonha de tutelar um departamento governamental que, além de incompetente, se porta como um reles bandoleiro de beira de estrada, que não hesita em assaltar os pobres desprotegidos mas receia enfrentar as escoltas dos poderosos?</p>

<p>E, a  ser mentira, porque é que o governo não recorre, de imediato, aos tempos de antena nas rádios e televisões, aos anúncios nos jornais e revistas e aos <em>outdoors</em> publicitários, para - junto dos cidadãos que lhe sustentam as mordomias - clarificar a situação e afirmar, com todas as letras, que a notícia é falsa e o jornal é mentiroso?</p>

<p>Não será certamente por inexistência do celebérrimo Gabinete de Informação e Comunicação do Governo...</p>

<p><br />
</p>]]>

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<title>E agora???</title>
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<modified>2005-09-25T17:33:48Z</modified>
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<summary type="text/plain">&quot;O departamento de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, chumbou a cedência temporária de edifícios públicos a privados, numa operação aprovada em Conselho de Ministros e designada por &quot;lease-back&quot;, com o objectivo de contribuir para a redução do défice público...</summary>
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<![CDATA[<p>"<em><a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1211286&idCanal=57">O departamento de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, chumbou a cedência temporária de edifícios públicos a privados, numa operação aprovada em Conselho de Ministros e designada por "lease-back", com o objectivo de contribuir para a redução do défice público este ano</a></em>."</p>

<p>E agora, senhor ministro, o que se segue? </p>]]>

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<title>Pode até nem servir para nada... - Resposta IV</title>
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<issued>2004-12-18T19:34:43Z</issued>
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<summary type="text/plain">Nesta (triste e infeliz) saga, há um facto que eu já tinha achado estranho mas sobre o qual, propositadamente, decidira não me pronunciar: a identificação de minha mãe. Que, curiosamente, ainda não havia sido solicitada por parte dos organismos mais...</summary>
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<![CDATA[<p>Nesta (triste e infeliz) saga, há um facto que eu já tinha achado estranho mas sobre o qual, propositadamente, decidira não me pronunciar: a identificação de minha mãe.</p>

<p>Que, curiosamente, ainda não havia sido solicitada por parte dos organismos mais directamente envolvidos e que já haviam respondido às cartas que enviei - Hospital Fernando da Fonseca e Direcção-Geral da Saúde.</p>

<p>O mesmo se passa, aliás, com uma das cartas hoje recebidas, provenientes do gabinete da Secretária de Estado da Saúde, a "<em>informar que a mesma </em>[<a href="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/035984.html">post de 11 de Novembro</a>]<em>foi remetida, nesta data, </em>[15 de Dezembro<em>], à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo</em>".</p>

<p>Já a outra, em resposta proveniente da Inspecção-Geral de Saúde, comunica que "<em>foi organizado processo nesta Inspecção-Geral, pelo que, para efeitos da respectiva instrução, se solicita a V. Exa. que se digne enviar a identificação da Sra. sua mãe</em>".</p>

<p>Finalmente!!!</p>

<p>A provar que, afinal, ainda há quem leia com um mínimo de atenção as exposições que os cidadãos apresentam.</p>

<p>Pode até nem servir para nada... mas, pelo menos, denota cuidado e rigor na resposta!</p>

<p>Nota - O salto do cap. II para o IV não foi lapso - o cap. III constitui uma das <a href="http://blog-notas.weblog.com.pt/arquivo/048192.html">CONSTATAÇÕES</a> de anteontem</p>]]>

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