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dezembro 31, 2004

O último post de 2004...

...é para desejar a todos um óptimo

2005.gif

Publicado por blog-notas às 08:18 PM | Comentários (2)

dezembro 27, 2004

Quando a Natureza...

... reduz o Homem à sua verdadeira dimensão!

Banda_Aceh.jpg
(Asociated Press - Foto Achmad Ibrahim)

A provar que de nada servem as guerras, os atentados e as outras formas reles da natureza humana!

Publicado por blog-notas às 11:58 PM | Comentários (3)

dezembro 24, 2004

FELIZ NATAL

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A TODOS UM SANTO E FELIZ NATAL

Publicado por blog-notas às 11:28 PM | Comentários (2)

dezembro 21, 2004

Quem cala... consente!

Segundo o Publico online de hoje, "a notificação enviada, na passada semana, à Liga e à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para pagamento das dívidas fiscais relacionadas com o acordo conhecido por "totonegócio" estava prevista no despacho 7/98 que o autorizou, mas não incluiu dívidas, de montante superior a 6,5 milhões de euros, apuradas pela própria comissão de acompanhamento das dívidas dos clubes."

A ser verdade, senhor ministro das Finanças e Administração Pública, não acha que devia ter vergonha de tutelar um departamento governamental que, além de incompetente, se porta como um reles bandoleiro de beira de estrada, que não hesita em assaltar os pobres desprotegidos mas receia enfrentar as escoltas dos poderosos?

E, a ser mentira, porque é que o governo não recorre, de imediato, aos tempos de antena nas rádios e televisões, aos anúncios nos jornais e revistas e aos outdoors publicitários, para - junto dos cidadãos que lhe sustentam as mordomias - clarificar a situação e afirmar, com todas as letras, que a notícia é falsa e o jornal é mentiroso?

Não será certamente por inexistência do celebérrimo Gabinete de Informação e Comunicação do Governo...


Publicado por blog-notas às 12:12 PM | Comentários (2)

dezembro 20, 2004

E agora???

"O departamento de estatística da Comissão Europeia, o Eurostat, chumbou a cedência temporária de edifícios públicos a privados, numa operação aprovada em Conselho de Ministros e designada por "lease-back", com o objectivo de contribuir para a redução do défice público este ano."

E agora, senhor ministro, o que se segue?

Publicado por blog-notas às 11:59 PM | Comentários (1)

dezembro 18, 2004

Pode até nem servir para nada... - Resposta IV

Nesta (triste e infeliz) saga, há um facto que eu já tinha achado estranho mas sobre o qual, propositadamente, decidira não me pronunciar: a identificação de minha mãe.

Que, curiosamente, ainda não havia sido solicitada por parte dos organismos mais directamente envolvidos e que já haviam respondido às cartas que enviei - Hospital Fernando da Fonseca e Direcção-Geral da Saúde.

O mesmo se passa, aliás, com uma das cartas hoje recebidas, provenientes do gabinete da Secretária de Estado da Saúde, a "informar que a mesma [post de 11 de Novembro]foi remetida, nesta data, [15 de Dezembro], à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo".

Já a outra, em resposta proveniente da Inspecção-Geral de Saúde, comunica que "foi organizado processo nesta Inspecção-Geral, pelo que, para efeitos da respectiva instrução, se solicita a V. Exa. que se digne enviar a identificação da Sra. sua mãe".

Finalmente!!!

A provar que, afinal, ainda há quem leia com um mínimo de atenção as exposições que os cidadãos apresentam.

Pode até nem servir para nada... mas, pelo menos, denota cuidado e rigor na resposta!

Nota - O salto do cap. II para o IV não foi lapso - o cap. III constitui uma das CONSTATAÇÕES de anteontem

Publicado por blog-notas às 07:34 PM | Comentários (1)

dezembro 16, 2004

CONSTATAÇÕES

1
Pareceu-me ouvir ontem, no Telejornal, o Primeiro-Ministro afirmar que, a operação de venda do património do Estado já havia sido aprovada em Conselho de Ministros, pelo que se iria processar nos moldes previstos.

Pareceu-me igualmente ler, pouco depois, no Público online, que o Ministro das Finanças “decidiu ceder temporariamente o direito de exploração de alguns imóveis do Estado, em detrimento da venda directa, por o actual Governo ser de gestão”.

Ora, exactamente por se tratar de um Governo de gestão, seria pedir muito aos respectivos membros que, libertados que estão das “pesadas tarefas” que caracterizam um Governo na plenitude de funções, acertassem entre si as declarações públicas que fazem?

2
E por falar em governo de gestão: será que agora, reduzido às tarefas de “assegurar a gestão dos assuntos correntes do Estado”, o gabinete do senhor ministro da Saúde vai arranjar tempo para a elementar e educada tarefa de, pelo menos, acusar a recepção das cartas que lhe são endereçadas?

É que, relacionadas com o post de 11 de Novembro, já foram entretanto recebidas mais duas respostas: ontem, do Hospital Fernando da Fonseca, a informar que foi “dado início ao processo de averiguações” e hoje, do Director-Geral e Alto Comissário da Saúde, referindo que a queixa “foi remetida ao Hospital Fernando Fonseca, com pedido de esclarecimento directo a V. EXª. e conhecimento a esta Direcção Geral” tendo sido igualmente dado “conhecimento da mesma à Ordem dos Médicos”.

3
A Polícia de Segurança Pública levou a efeito hoje, durante a tarde, uma gigantesca “operação stop”, aparentemente destinada a sensibilizar os condutores.

Pena é que o mérito da gigantesca iniciativa fosse inversamente proporcional ao gigantismo dos transtornos causados a milhares de incautos automobilistas, apanhados nas teias de uma acção cirurgicamente definida para as saídas de Lisboa e estrategicamente delineada para a denominada “hora de ponta”.

A provar, sem sombra de dúvidas, que a actividade da Polícia "está sujeita ao interesse e exigência da sociedade a cuja protecção se destina, pois trata-se, sem dúvida, do exercício de um serviço público, a favor da comunidade."

4
O “Barnabé”, aparentemente o mais visitado dos blogs nacionais (já em livro, e brevemente num cinema perto de si!), optou por fazer jus à sua “declaração de princípios” e “não está com meias medidas”: “ameaça com a mão e dá com o pé”, restringindo os comentários.

È um direito que assiste aos autores dos posts – mas, não deixa de ser curioso que num blog onde, tantas vezes, a elegância dos comentários já oscilou entre a agressão gratuita das ideias e a ofensa radical das convicções de todos quantos não se identificam com o ideário dos comentadores, a medida censória se torne necessária.

5
Segundo uma recente notícia da LUSA (21H13), para José Sócrates, "o principal adversário do partido nas próximas eleições chama-se abstenção e só há uma forma de combatê-la, que é centrar a mensagem na resposta aos problemas dos portugueses".

Entendo que o secretário-geral do PS esteja preocupado com o facto - mas, de que se admira ele, sendo como é um dos expoentes máximos desta geração política que age sem estilo, discursa sem ideias, planeia sem estratégia, executa sem coragem e se tem mostrado, hoje como ontem, incapaz de dar "resposta aos problemas dos portugueses"?

Publicado por blog-notas às 11:30 PM | Comentários (1)

dezembro 15, 2004

230 boas razões...

... para pensar se, de facto, votar é mesmo algo que valha a pena!!!

Para melhor consulta dos interessados, as "razões" foram agrupadas por círculos eleitorais e, dentro destes, por ordem simplesmente alfabética.

Refira-se, no entanto, que tendo em conta que a esmagadora maioria das "razões" são absolutamente desconhecidas da generalidade dos cidadãos, qualquer outra forma de listagem era, igualmente, irrelevante.

AÇORES
João Bosco Soares Mota Amaral
Joaquim Carlos Vasconcelos da Ponte
José Manuel de Medeiros Ferreira
Luiz Manuel Fagundes Duarte
Victor do Couto Cruz

AVEIRO
Antero Gaspar de Paiva Vieira
António Manuel da Cruz Silva
Gonçalo Miguel Lopes Breda Marques
Isménia Aurora Salgado dos Anjos Vieira Franco
João Cardona Gomes Cravinho
Jorge Tadeu Correia Franco Morgado
José Manuel Ferreira Nunes Ribeiro
Luís Afonso Cerqueira Natividade Candal
Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves
Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes
Manuel Alves de Oliveira
Manuel de Almeida Cambra
Manuel Miguel Pinheiro Paiva
Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina
Rosa Maria da Silva Bastos da Horta Albernaz

BEJA
António João Rodeia Machado
Luís Alberto da Silva Miranda
Rui António Ferreira da Cunha

BRAGA
António Fernandes da Silva Braga
António Maria Almeida Braga Pinheiro Torres
Carlos Jorge Martins Pereira
Eugénio Fernando de Sá Cerqueira Marinho
Fernando Ribeiro Moniz
Fernando Santos Pereira
Isabel Maria Pinto Nunes Jorge
João Nuno Lacerda Teixeira de Melo
José Alberto Vasconcelos Tavares Moreira
José António Fonseca Vieira da Silva
Laurentino José Monteiro Castro Dias
Luís Cirilo Amorim de Campos Carvalho
Maria Goreti Sá Maia da Costa Machado
Maria José Araújo Morais
Ricardo Manuel Ferreira Gonçalves
Rui Miguel Lopes Martins de Mendes Ribeiro
Sónia Ermelinda Matos da Silva Fertuzinhos
Teresa Maria Neto Venda

BRAGANÇA
Adão José Fonseca Silva
Ana Paula Rodrigues Malojo
José Carlos Correia Mota de Andrade
José Manuel de Lemos Pavão

CASTELO BRANCO
António Ribeiro Cristóvão
Fernando Manuel Lopes Penha Pereira
Fernando Pereira Serrasqueiro
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Maria Cristina Vicente Pires Granada

COIMBRA
António de Almeida Santos
João Rui Gaspar de Almeida
Luís Filipe Garrido Pais de Sousa
Manuel Joaquim Dias Loureiro
Maria Helena do Rêgo da Costa Salema Roseta
Maria Teresa da Silva Morais
Miguel Fernando Alves Ramos Coleta
Salvador Manuel Correia Massano Cardoso
Victor Manuel Bento Baptista
Vitor Manuel Barreto Marinho da Cunha

EUROPA
Carlos Manuel Luís
Manuel Joaquim dos Santos Ferreira

ÉVORA
Ângela Ricarda Carriço Sabino
Joaquim Miguel Parelho Pimenta Raimundo
José Carlos das Dores Zorrinho

FARO
Álvaro Jose Martins Viegas
João José Gago Horta
José Apolinário Nunes Portada
Luís Filipe Soromenho Gomes
Luís Manuel Carvalho Carito
Maria do Rosário Lopes Amaro da Costa da Luz Carneiro
Maria Natália Guterres V. Carrascalão da Conceição Antunes
Vitor José Cabrita Neto

FORA DA EUROPA
Eduardo Artur Neves Moreira
Maria Manuela Aguiar Dias Moreira

GUARDA
Ana Maria Sequeira Mendes Pires Manso
Fernando dos Santos Cabral
Joaquim Augusto Nunes Pina Moura
Vasco Jorge Valdez Ferreira Matias

LEIRIA
Daniel Miguel Rebelo
Fernando José Pimenta Rodrigues
Isabel Maria Batalha Vigia Polaco de Almeida
Isabel Maria de Sousa Gonçalves dos Santos
João Carlos Barreiras Duarte
José António de Sousa e Silva
José Miguel Abreu de Figueiredo Medeiros
Maria Ofélia Fernandes dos Santos Moleiro
Osvaldo Alberto Rosário Sarmento e Castro
Paulo Jorge Frazão Batista dos Santos

LISBOA
Alberto Arons Braga de Carvalho
António Alfredo Delgado da Silva Preto
António Bento da Silva Galamba
António Filipe Gaião Rodrigues
António José Martins Seguro
António Ramos Preto
Arménio dos Santos
Artur Miguel Claro da Fonseca Mora Coelho
Bernardino José Torrão Soares
Carlos Alberto do Vale Gomes Carvalhas
Duarte Rogério Matos Ventura Pacheco
Eduardo Luís Barreto Ferro Rodrigues
Fernando Pedro Peniche de Sousa Moutinho
Francisco Anacleto Louçã
Francisco José Fernandes Martins
Gonçalo Dinis Quaresma Sousa Capitão
Isabel Maria de Almeida e Castro
Jaime José Matos da Gama
João Barroso Soares
João Guilherme Nobre Prata Fragoso Rebelo
João Maria Abrunhosa Sousa
João Rodrigo Pinho de Almeida
Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho
José Augusto Clemente de Carvalho
José David Gomes Justino
José Eduardo Vera Cruz Jardim
José Luís Campos Vieira de Castro
José Manuel Álvares da Costa e Oliveira
José Manuel de Matos Correia
José Manuel Pereira da Costa
José Maximiano de Albuquerque Almeida Leitão
Leonor Coutinho Pereira dos Santos
Luís Emídio Lopes Mateus Fazenda
Luís Maria de Barros Serra Marques Guedes
Manuel Alegre de Melo Duarte
Maria Celeste Lopes da Silva Correia
Maria Custódia Barbosa Fernandes Costa
Maria do Carmo Romão Sacadura dos Santos
Maria Eduarda de Almeida Azevedo
Maria Irene Marques Veloso
Maria Isilda Viscata Lourenço de Oliveira Pegado
Paulo Daniel Fugas Veiga
Pedro Manuel Cruz Roseta
Rodrigo Alexandre Cristóvão Ribeiro
Rui do Nascimento Rabaça Vieira
Susana Maria de Moura Alves da Silva Toscano
Vicente Jorge Lopes Gomes da Silva
Vítor Manuel Roque Martins dos Reis

MADEIRA
Carlos Alberto Rodrigues
Guilherme Henrique Valente Rodrigues da Silva
Hugo José Teixeira Velosa
Manuel Filipe Correia de Jesus
Maximiano Alberto Rodrigues Martins

PORTALEGRE
Zelinda Margarida Carmo Marouço Oliveira Semedo
Júlio Francisco Miranda Calha
Maria Leonor Couceiro Pizarro Beleza de Mendonça Tavares

PORTO
Abílio Jorge Leite Almeida Costa
Adriana Maria Bento de Aguiar Branco
Alberto Bernardes Costa
Alberto de Sousa Martins
Álvaro António Magalhães Ferrão de Castello-Branco
Antonino Aurélio Vieira de Sousa
António Carlos de Sousa Pinto
António Henriques de Pinho Cardão
Armando Gomes Loureiro
Arnaldo Carlos Romariz Madureira
Artur Rodrigues Pereira dos Penedos
Augusto Ernesto Santos Silva
Bernardino da Costa Pereira
Diogo de Sousa Almeida da Luz
Fernando António Esteves Charrua
Fernando Manuel dos Santos Gomes
Guilherme Valdemar Pereira D'oliveira Martins
Gustavo Emanuel Alves de Figueiredo Carranca
João Miguel Trancoso Vaz Teixeira Lopes
Jorge Manuel Gouveia Strecht Ribeiro
José da Conceiçao Saraiva
José Honório Faria Gonçalves Novo
José Manuel dos Santos Cruz
José Manuel Lello Ribeiro de Almeida
José Manuel Santos de Magalhães
José Marcelo Sanches Mendes Pinto
Manuel Joaquim Barbosa Ribeiro
Manuel Maria Ferreira Carrilho
Manuel Ricardo Dias dos Santos Fonseca de Almeida
Maria Aurora Moura Vieira
Maria Isabel da Silva Pires de Lima
Maria João Vaz Osório Rodrigues da Fonseca
Maria Manuela de Macedo Pinho e Melo
Nelson da Cunha Correia
Nuno Filipe de Sá Costa
Renato Luís de Araújo Forte Sampaio
Ricardo Daniel Pinto Soares Vieira
Sérgio André da Costa Vieira

SANTARÉM
António Herculano Gonçalves
João Manuel Moura Rodrigues
Jorge Lacão Costa
José Manuel Carvalho Cordeiro
Luísa Pinheiro Portugal
Maria Luísa Raimundo Mesquita
Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas
Nelson Madeira Baltazar
Vasco Manuel Henriques Cunha
Vitalino José Ferreira Prova Canas

SETÚBAL
Alberto Marques Antunes
Ana Catarina Veiga Santos Mendonça Mendes
António Pedro Roque da Visitação Oliveira
Bruno Jorge Viegas Vitorino
Bruno Ramos Dias
Eduardo Arménio do Nascimento Cabrita
Heloísa Augusta Baião de Brito Apolónia
Jerónimo Carvalho de Sousa
Joel Eduardo Neves Hasse Ferreira
Luís Filipe Alexandre Rodrigues
Maria Amélia do Carmo Mota Santos
Maria Clara de Sá Morais Rodrigues Carneiro Veríssimo
Maria Odete dos Santos
Miguel Jorge Reis Antunes Frasquilho
Narana Sinai Coissoró
Paulo José Fernandes Pedroso
Vítor Manuel Sampaio Caetano Ramalho

VIANA DO CASTELO
António Alves Marques Júnior
António Jorge Gonçalves e Gama de Oliveira
Carlos Parente Antunes
Jorge Nuno Fernandes Traila Monteiro de Sá
Luís Álvaro Barbosa de Campos Ferreira
Rosalina Maria Barbosa Martins

VILA REAL
António da Silva Pinto de Nazaré Pereira
Ascenso Luís Seixas Simões
Delmar Ramiro Palas
José António Bessa Guerra
Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira

VISEU
Ana Maria Benavente da Silva Nuno
António Joaquim Almeida Henriques
Carlos Manuel de Andrade Miranda
Elvira da Costa Bernardino de Matos Figueiredo
José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro
José Miguel Nunes Anacoreta Correia
Melchior Ribeiro Pereira Moreira
Miguel Bernardo Ginestal Machado Monteiro Albuquerque
Pedro Filipe dos Santos Alves

Publicado por blog-notas às 11:36 PM | Comentários (1)

dezembro 10, 2004

Pode até nem servir para nada... - Resposta II

Chegou a vez de, também publicamente, agradecer à Ordem dos Advogados e à Ordem dos Enfermeiros a resposta às cartas que, na sequência da situação relatada no post de 11 de Novembro, enderecei a estas entidades.

Apraz-me, igualmente, referir a decisão da senhora Bastonária da Ordem dos Enfermeiros de dar conhecimento das situações descritas "ao Presidente do Conselho Directivo da Secção Regional do Sul que diligenciará para apuramento das responsabilidades no que aos enfermeiros diga respeito".

Nota - Sem observações adicionais, e com o devido respeito pela dor da autora (a quem expresso a minha solidariedade), permito-me transcrever um comentário, colocado ontem, dia 9 de Dezembro, no post que acima referi:

"Infelizmente, eu e os meus irmãos passamos por uma situação extremamente triste há precisamente 2 meses atrás no Hospital Amadora-Sintra. Aquela "espelunca" a quem denominam de hospital, é da maior crueldade que pode haver.
A minha mãe deu entrada nesse "hospital" no dia 6 de Outubro com suspeita de AVC, eu, estupidamente, em vez de a levar para o Hospital da Cruz Vermelha (como inicialmente pensei) levei-a para ali porque achava que os meios e recursos seriam maiores. O que é certo é que a minha mãe já não saiu de lá com vida, teve um atendimento pessimo, frio e indiferente.
No dia 6 de Outubro entramos no hospital às 18.30h, foi a famosa triagem, e ao fim de 45 minutos chamaram a minha mãe pra ser vista porque tanto eu como a minha irmã mais velha começamos a protestar pela ausência de atendimento. Depois de ser inicialmente vista, foram prescristos exames (análises e uma TAC). Escusado será dizer que estivemos desde as 19.30 às 2h da manhã em espera pelos corredores, a minha mãe numa maca, semi-inconsciente, e eu junto dela a empurrar a maca para onde havia espaço e diziam para ir. Para fazer a TAC esperamos mais de 1 hora, sozinhas, à porta da sala, sem ninguem nos dizer absolutamente nada, numa zona terminal do hospital de onde eu jamais conseguiria sair mesmo que o quisesse fazer.
Por volta da meia-noite, depois de regressarmos da TAC fizeram as análises e mais espera.....entretanto a médica diz que a minha mãe precisa de levar oxigénio e soro por estar ali há tantas horas e devido ao estado dela (que piorava a cada hora que passava)...mas nada de porem o soro e o oxigénio. Entretanto peço para lhe mudarem a fralda e a resposta que levo de uma auxiliar é: ....Só se me ajudar!!!" Impressionante!!!!
Por tudo o que passamos lá, não há palavras suficientes pra descrever. O que mais me custa é pela minha mãe.....como me arrependo de não a ter levado para o Hospital da Cruz Vermelha e me ter deixado enganar e a ter levado pra lá.... dos filhos eu fui quem mais foi massacrada naquele hospital porque fui quem mais a acompanhou. O tratamento dos doentes é frio e dos acompanhantes totalmente cruel....nem imaginam como me comunicavam o estado da minha mãe, a frieza com que diziam que ela tinha piorado....friamente um médico dizia "....que mais quer que lhe diga....isto é um quadro com um final triste...".
Para culminar tudo o que passamos lá, após p falecimento da minha mãe, que ainda por cima só comunicaram 12 horas após ter decorrido, quando fomos à casa mortuária buscá-la tivemos problemas porque na certidão de óbito tinha escrito "Sexo Indefinido"....a uma pessoa de 72 anos, mulher, aliás uma GRANDE MULHER, que não levantava quelquer dúvida quanto ao sexo.
Perante isto só tenho a dizer que aquela espelunca que chamam Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra, é um antro que não tem qualquer respeito pelas pessoas, vivas ou mortas. Antes morrer sem assistência a ir para aquela "coisa".
"

Publicado por blog-notas às 05:02 PM | Comentários (3)

dezembro 09, 2004

La Palisse está vivo!!!

"O ministro de Estado e da Presidência, Nuno Morais Sarmento, argumentou que a decisão do Presidente da República de dissolver o Parlamento contraria o sistema político, por ser "marcadamente unipessoal", num regime que privilegia a decisão colectiva."
Publico, 9-Dez-2004

Pois se o Presidente da República é um só.... não é????


Publicado por blog-notas às 11:49 PM | Comentários (2)

dezembro 08, 2004

Pode até nem servir para nada... - Resposta I

Na sequência do meu post de 12 de Novembro (e das cartas enviadas às entidades nele referidas) recebi ontem, dia 7, a primeira resposta.

Curiosamente, não veio do gabinete do Ministro da Saúde, sintomaticamente não chegou de nenhuma das entidades ligadas àquela área governamental e, obviamente, também não foi remetida pelo Hospital Amadora-Sintra.

A carta é do Supremo Tribunal de Justiça, vem assinada pelo chefe de gabinete do respectivo Presidente e, se a resposta nada adianta ao problema - nem, naturalmente, o poderia fazer - fica a constituir, pelo menos, uma indiscutível prova de delicadeza e boa educação.

Que contrasta, sobremaneira, com a ostensiva arrogância e a acintosa indiferença com que outras entidades (sobretudo as mais directamente visadas) encaram as questões colocadas pelos cidadãos.

O que, parafraseando Sá de Miranda (magistralmente recordado no cabeçalho do Abrupto) "até já nem espanta os portugueses.... mas devia envergonhar os responsáveis políticos".

Publicado por blog-notas às 12:09 PM | Comentários (0)

dezembro 06, 2004

A auto-crítica

Já chega de queixas, já chega de lamúrias. Não procurem agora culpar outros de uma responsabilidade que é só vossa.

"Foi um Governo sem comando, sem estratégia, sem rumo, em que o primeiro-ministro diz uma coisa de manhã e dizia à tarde o seu contrário. Foi um Governo apenas preocupado com a imagem e com a propaganda.

José Sócrates, 6-Dez-2004 (citado no Público)

Sendo um facto indiscutível que o XVI Governo Constitucional não fica na História como um exemplo de eficácia, como modelo de eficiência, como paradigma da competência ou, sequer, como padrão de frontalidade, também não parece justo que o líder do Partido Socialista se lhe refira nos termos em que o fez.

Já se sabe que a memória dos políticos é inversamente proporcional à respectiva desfaçatez e que esta cresce exponencialmente com o aproximar das datas de eleições – o que, só por si, deve justificar a razão pela qual é tão estupidamente dilatado o prazo constitucionalmente exigido entre a dissolução do Parlamento e a data de consulta popular

Mas, mesmo assim, não fica bem a José Sócrates dizer, na Assembleia da República e a respeito do governo de Santana Lopes, o que não passa de uma cópia exacta daquilo que o País pensava do executivo de António Guterres – e ao qual o actual Secretário-Geral do PS pertenceu.

A menos que seja auto-crítica...

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dezembro 03, 2004

PT: uma empresa de sucesso garantido!

Imagine que usa um produto do império PT – o SAPO ADSL, por exemplo.

Agora imagine que, por qualquer razão, resolve adquirir um outro produto do império PT – a TELEPAC ADSL, por exemplo.

Imaginou?

Pois... nem imagina o imbróglio em que se meteu!!!

Porque a PT, mediante o pequeno contributo de 35,46 €, garante-lhe a denominada “migração” automática do SAPO para a TELEPAC – mas, se o incauto cidadão adquirir (receber como oferta ou ganhar num concurso) um kit da TELEPAC (que já inclui a taxa de activação) a PT já não consegue fazer a transferência do serviço.... obrigando-o a cancelar um e, posteriormente, a pedir a activação do outro.

Confuso??? Burocrático???

Não...!!! É apenas o exemplo de uma empresa cujo negócio não depende do grau de satisfação dos os clientes, mas apenas dessa monstruosidade monopolista que os aparelhos governamentais persistem em manter a todo o custo – independentemente das cores de que se revestem.

E pensar que ainda há quem critique o liberalismo....

Publicado por blog-notas às 11:16 PM | Comentários (2)

dezembro 02, 2004

O País em que vivemos...

Um País em que os congressistas (ainda que por esmagadora maioria) não elegem o líder partidário rendidos ao pensamento estratégico das propostas, mas apenas guiados pelo calculismo frio e sôfrego da salvaguarda das benesses que só o exercício do poder garante.

Um País em que um respeitado ex-Primeiro-Ministro, se socorre das páginas de um jornal para se permitir enunciar o corolário de leis matemáticas, mas não se mostra interessado em proceder à respectiva demonstração política.

Um País em que o Chefe de Estado, dá posse a dois novos membros do Governo, dois dias depois de anunciar publicamente que se prepara para o fazer cair.

Um País em que o Presidente da República, iniciado o processo de dissolução do Parlamento, continua a aguardar, com candura constitucionalmente legítima mas politicamente duvidosa, que este se pronuncie sobre um Orçamento de Estado, a vigorar numa nova legislatura.

Um País em que os adversários do Governo, festejam a queda do Executivo, não pelas razões objectivas que evidenciaram a inabilidade de uns ministros e relevaram a inépcia de outros, mas apenas pela mesquinhez embevecida da perspectiva de ascensão ao Poder – método infalível de pagar o apoio de alguns e locupletar outros com o dinheiro de todos.

Um País em que a actuação do Governo fez mais pela credibilização da Oposição, do que pela satisfação dos cidadãos – e onde os governantes estenderam, paulatinamente, a “passadeira vermelha” que parece conduzir os adversários aos gabinetes do Terreiro do Paço.

Um País em que a substituição de Governos e de governantes não é feita (à esquerda ou à direita) com base em critérios de isenção, idoneidade e competência pessoal – mas de acordos de corredor, intrigas de gabinete e satisfação de clientelas.

Pode até ser que a situação não seja, exclusivamente, de Portugal.

Mas, em qualquer outro País, parece ser difícil encontrar uma classe política como a nossa.

Onde só falta mesmo ver o Conselho Nacional do PSD, dilacerado pelas suas próprias contradições, apresentar o nome de José Sócrates como candidato a Primeiro-Ministro.

O que, a avaliar pelas posições de alguns “companheiros” de Santana Lopes, se calhar até tem o seu quê de verosímil.

Publicado por blog-notas às 11:58 PM | Comentários (2)