1. Num estudo recente, divulgado no semanário Expresso do passado sábado, e que incidiu sobre as habilitações académicas dos nossos deputados, constata-se que “cerca de 80% dos deputados nunca tiveram experiência profissional no sector privado”.
Parafraseando o Dr. Guilherme Silva, o Expresso publicou uma “não-notícia”.
Porque, o importante mesmo, era conhecer os resultados da “experiência profissional no sector privado” dos outros 20%.
2. Ainda através do mesmo estudo, ficamos a saber que as classes profissionais mais representadas no hemiciclo são os docentes (27%) e os advogados/juristas (26%).
Perante a frieza destes números e a reconhecida qualidade do trabalho parlamentar, porque é que ainda há quem se admire dos baixos níveis de educação e formação dos portugueses e da inépcia da justiça no nosso País?
Um problema ainda maior é que muitos deles tem cursos tirados em condições duvidosas. A única preparação séria de muitos é o missal do partido.
Afixado por: Rui em fevereiro 26, 2004 12:47 AMFrancamente acho que já não há quem se admire dos baixos níveis de educação e formação dos portugueses e da inépcia da justiça no nosso País, acham "normal" e limitam-se a dizer: este País...
Afixado por: Diaba Ólica em fevereiro 25, 2004 09:38 PMSe eu contasse que na realidade "ambos os dois" líderes empresários já foram efectiva e proeminentemente membros da classe política, da qual aparentemente foram corridos a pontapé direitos, um deles à melhor prateleira doirada que há em Portugal, até porque quem manda realmente na empresa nem sequer lá vai, e o outro regressado ao berço empresarial da família, acha que era suficientemente explícito para que percebessem o meu ponto de vista?
Por vezes é ao contrário. Coitado, nem para a política serviu... Arranja-lhe aí uma presidência de jeito, pá.
Afixado por: Paulo em fevereiro 25, 2004 12:40 PMNão duvido da qualidade da notícia. Não duvido da não-qualidade genérica da nossa classe de políticos, da qual o Não-Doutor Não-Guilherme Não-Silva é um dos mais finos exemplos. Mas, caro amigo blog-notas e seus leitores, tenho uma dúvida: ter ou não trabalhado no sector privado é recomendação?
Conheço três grandes empresas dirigidas (ou assim consta dos seus relatórios & contas) por 3 grandes empresários (dois com ligação directa, diria mesmo umbilical, ao Não-Partido do Não-Doutor Não-Guilherme Não-Silva), das maiores do país e da bolsa, que são "tão más como a função pública, para não dizer piores" (cito uma soma de amigos). Eu NUNCA trabalhei na função pública embora tenha lá familiares. Mas ainda não perdi a esperança. E já trabalhei numa dessas 3 empresas e actualmente colaboro com outra delas e... enfim, a começar pelos seus CEO e descendo por aí abaixo, ninguém me inspira, já não digo confiança, mas pelo menos um modelo, um rasgo, uma ideia que me permita visualizá-los sentados no hemiciclo. Qualquer deles não espetaria nem melhor nem pior o seu gordo dedinho no ar de São Bento que os outros deputados, Não-Doutor Não-Guilherme Não-Silva naturalmente excluído. Porquê? Porque tem os dedos magros.
Afixado por: Paulo em fevereiro 25, 2004 12:33 PM