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dezembro 06, 2004
A auto-crítica
“Já chega de queixas, já chega de lamúrias. Não procurem agora culpar outros de uma responsabilidade que é só vossa.”
"Foi um Governo sem comando, sem estratégia, sem rumo, em que o primeiro-ministro diz uma coisa de manhã e dizia à tarde o seu contrário. Foi um Governo apenas preocupado com a imagem e com a propaganda.”
José Sócrates, 6-Dez-2004 (citado no Público)
Sendo um facto indiscutível que o XVI Governo Constitucional não fica na História como um exemplo de eficácia, como modelo de eficiência, como paradigma da competência ou, sequer, como padrão de frontalidade, também não parece justo que o líder do Partido Socialista se lhe refira nos termos em que o fez.
Já se sabe que a memória dos políticos é inversamente proporcional à respectiva desfaçatez e que esta cresce exponencialmente com o aproximar das datas de eleições – o que, só por si, deve justificar a razão pela qual é tão estupidamente dilatado o prazo constitucionalmente exigido entre a dissolução do Parlamento e a data de consulta popular
Mas, mesmo assim, não fica bem a José Sócrates dizer, na Assembleia da República e a respeito do governo de Santana Lopes, o que não passa de uma cópia exacta daquilo que o País pensava do executivo de António Guterres – e ao qual o actual Secretário-Geral do PS pertenceu.
A menos que seja auto-crítica...
Publicado por blog-notas às dezembro 6, 2004 11:58 PM
Comentários
Quem sabe nunca se sabe se não estaremos perante um Sócrates masoquista.
Publicado por: congeminações em dezembro 8, 2004 11:45 AM