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agosto 04, 2004

Album de recordações - II

"No dia 10 de Agosto, em Castelo Branco, tomou o Governo o compromisso de publicar este Livro Branco.

Justificam-no a vastidão, voracidade e tenacidade dos incêndios que, neste verão de 2003, um dos mais tórridos e secos de que há memória, atingiram proporções de calamidade pública.

Apesar do imenso esforço e sacrifício posto no combate e no socorro, os incêndios devoraram vidas, casas e haveres, devastaram florestas e matas protegidas. Deixaram um rasto de tragédia humana, em primeiro lugar, e estragos materiais e ambientais que levarão muito tempo e mais empenho, a remediar e reparar.

Justificam-no, ainda, o desejo de corresponder, no mais curto prazo possível, à salutar exigência de que o Governo faculte aos cidadãos a informação factual e a apreciação que dela faz, de forma a permitir uma avaliação ciente da actuação desenvolvida e a desenvolver.

Uma catástrofe semelhante, ainda que se repita de futuro a excepcionalmente forte e longa vaga de calor que atingiu Portugal e grande parte da Europa, não pode repetir-se nunca mais."

LIVRO BRANCO DOS INCÊNDIOS FLORESTAIS OCORRIDOS NO VERÃO DE 2003, Outubro de 2003

Publicado por blog-notas às agosto 4, 2004 11:47 PM

Comentários

Então não se está mesmo a ver que o livro ardeu também?

Publicado por: Francisca em agosto 10, 2004 11:47 AM

Faço minhas as palavras do Raúl.


Um abração do
Zecatelhado

Publicado por: Zecatelhado em agosto 7, 2004 12:28 AM

Um contínuo desperdício de recursos esta das comissões de inquéritos para apurarem responsabilidades que já estão mais que apuradas e livros brancos que depressa enegrecem com o próprio fumo dos incêndios que ocorrem posteriormente. E entretanto as soluções não aparecem.

Publicado por: congeminações em agosto 5, 2004 05:09 PM