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fevereiro 19, 2004
Acróstico
Perdoai-me, Senhor, porque pequei,
E cedendo à Fama, à Glória e à Cobiça,
De todo me esqueci da Vossa lei!
Ri-se de mim, agora, que eu bem sei,
O grande pregador, na sua missa!

Sibilino, o cruel comentador,
A quem os olhos traem o gracejo,
Não se perdoa ter sido um perdedor,
Tendo eu mostrado ser um vencedor,
Até mesmo nesta cidade junto ao Tejo!
Nada lhe serve todo o seu traquejo:
A Belém hei-de chegar, ó professor!

Lambão, te tens mostrado, meu amigo,
Ora isso - diz Marcelo - não faz bem,
Porque tu, que só vives p´ro umbigo,
E afrontaste o Cavaco, com desdém,
Sonhar, só sonhar podes, com Belém!
Publicado por blog-notas às fevereiro 19, 2004 11:43 PM
Comentários
Brilhante!!
Publicado por: Gotinha em fevereiro 21, 2004 12:00 AM
Simplesmente genial.
Publicado por: DuqueDasQuinas em fevereiro 20, 2004 04:34 PM
Magistral.
Publicado por: Rui em fevereiro 20, 2004 01:24 PM
bela poesia.
belo traquejo e uma rima e uma métrica excelentes.
Parabéns, Poeta!
Publicado por: Fábio Salgado em fevereiro 20, 2004 12:22 AM