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novembro 14, 2003
O que é que tem o Barnabé que é diferente dos outros
Não sendo leitor (habitual) do Barnabé, só agora me apercebi, lendo as Irreflexões, da polémica (aparentemente breve mas acalorada) sobre o TGV . e, de modo particular, respectivas distâncias de aceleração e travagem.
Não discuto que a opção por este meio de transporte possa ser contestada.
Tratando-se de uma decisão política é, obviamente, susceptível de discussão . quanto ao investimento, quanto ao traçado, quanto ao impacto ambiental, quanto ao tarifário, quanto à velocidade máxima, quanto ao fornecedor, e até mesmo quanto à cor que irá ser escolhida.
Mas, no que se refere às leis da física, a questão, além de objectiva é mais delicada . e merecia, por isso mesmo, uma análise mais escrupulosa.
Pode ser lícita a permanente discordância de Durão Barroso a pretexto de ser líder de um governo .de direita. . mas é injusto deslustrar os ensinamentos de Newton, apenas por não haver garantias da sua militância num movimento .de esquerda..
Pode-se desculpar o erro que o Barnabé refere quanto às distâncias (afinal, além de humano é .de esquerda. e, como tal, certamente mais sensível à .política e cultura. do que aos números e ao rigor), bem como a ligeireza com que o autor do texto sustenta as suas afirmações (afinal é .polemista, bloquista e sensacionalista.).
Mas, embora compreendendo o lapso, lamenta-se a arrogância.
Porque é arrogante invocar (em comentário ao texto citado) a condição de .jornalista na área das obras públicas e transportes, foi isso que fiz durante uns anos., como forma de reiterar o absurdo da afirmação .que os 150 quilómetros é a distância que o TGV demora a atingir a velocidade máxima, em exploração normal..
Mesmo constatando que o exercício da função referida .não faz de mim um génio, mas, ao que parece, faz de mim uma pessoa que sabe mais do que tu sobre a matéria. . o que, afinal, parece nem ter sido o caso, a avaliar pela necessidade de correcção de 13 de Novembro (e cuja humildade se aprecia embora tenho um certo gosto a .desculpas à Sevinate..)
Se a invocação da condição de jornalista subentendesse, por si só, elevada qualidade de análise e escrupuloso rigor de informação, quem sabe se o nome de Manuela Moura Guedes não teria já sido proposto para a atribuição de um prémio Pulitzer?
Num blog que se afirma .laico e republicano., até se pode entender a publicação de uma .asneira. do mesmo tipo.
Mas convém sempre ter cuidado com os dislates excessivos.
Porque - e o Barnabé sabe-o - .a mentira mata.!
Publicado por blog-notas às novembro 14, 2003 07:29 PM
Comentários
Mas quem é o Barnabé?!
Publicado por: APRE em novembro 15, 2003 05:21 PM