A propósito previsível ida para a embaixada de Portugal em Londres da deputada social-democrata e jornalista Maria Elisa, o deputado socialista e ex-director do PÚBLICO Vicente Jorge Silva, terá afirmado que “a Assembleia da República não pode ser um trampolim".
Saudamos a metáfora desportiva – sobretudo porque, não sendo de jaez futebolístico, introduz na linguagem política uma nova e, até agora, desprezada modalidade.
Dos eleitos do povo à câmara legislativa já se conheciam outros dotes artísticos.
O contorcionismo, por exemplo – indispensável aos golpes de rins necessários a tornear princípios e declarações.
E, naturalmente, o malabarismo – fundamental para as difíceis e engenhosas tarefas de reinventar o óbvio.
Mas, contrariamente ao que diz o deputado membro da Comissão de Ética, a Assembleia da República é, também, um trampolim
Que os deputados usam, amiúde, para ensaiar os voos que a pequenez das suas asas não permite tentar sem auxílio de uma força impulsionadora exterior.
Mas que também pode servir para lhes acelerar a queda!
Bom...de facto concordo plenamente com a abordagem que fizeste às declarações de Vicente Jorge Silva e como tal subscrevo na totalidade a tua opinião.
Cumprimentos a todos.