setembro 23, 2003

O trampolim

A propósito previsível ida para a embaixada de Portugal em Londres da deputada social-democrata e jornalista Maria Elisa, o deputado socialista e ex-director do PÚBLICO Vicente Jorge Silva, terá afirmado que “a Assembleia da República não pode ser um trampolim".

Saudamos a metáfora desportiva – sobretudo porque, não sendo de jaez futebolístico, introduz na linguagem política uma nova e, até agora, desprezada modalidade.

Dos eleitos do povo à câmara legislativa já se conheciam outros dotes artísticos.

O contorcionismo, por exemplo – indispensável aos golpes de rins necessários a tornear princípios e declarações.

E, naturalmente, o malabarismo – fundamental para as difíceis e engenhosas tarefas de reinventar o óbvio.

Mas, contrariamente ao que diz o deputado membro da Comissão de Ética, a Assembleia da República é, também, um trampolim

Que os deputados usam, amiúde, para ensaiar os voos que a pequenez das suas asas não permite tentar sem auxílio de uma força impulsionadora exterior.

Mas que também pode servir para lhes acelerar a queda!

Publicado por blog-notas em setembro 23, 2003 11:58 PM | TrackBack
Comentários

Bom...de facto concordo plenamente com a abordagem que fizeste às declarações de Vicente Jorge Silva e como tal subscrevo na totalidade a tua opinião.
Cumprimentos a todos.

Afixado por: Chulo das Trevas em setembro 24, 2003 01:08 AM
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